segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

DE REPENTE 18

Eu sei que faltam alguns meses para que eu complete 18 anos. Daqui a uns 4 meses. Como passou, o tempo só me escapa pelas mãos... Bom, mas se Einsten estava realmente certo, o que é o tempo? Não existe tempo real, nem absoluto. É pura ilusão. Apesar de contestado por cientistas atuais, a teoria de Einsten faz jus total aos meus devaneios. Só que este post não é para discutir o que tem acontecido nos últimos anos, meses ou horas. Não é nem de longe um post para discutir a Teoria da Relatividade ou sobre quem criou a "divisão" do tempo. Este post é pra falar de todas (cabíveis) coisas que eu quero fazer nessa vida, que eu quero muito fazer! É pra deixar registrado que eu escrevi isso hoje, que essas são minhas vontades hoje e que é possível que eu as realize e que quando leia isto daqui uns anos, será pra sentir a felicidade momentânea que dá quando a sensação de cumprido vem =) A seguir, eu listo as várias coisinhas que quero fazer. Não estão em nenhuma ordem específica, só conforme eu vou lembrando... Lá vai: Ter um piano. Ser uma pessoa estudiosa. Ser feliz com o que faço. Fazer um curso de fotografia. Aprender gaita, piano ou teclado. Ter uma guitarra. Ter uma coleção de livros de algum autor que eu goste muito. Saber muito sobre 5 escritores, pelo menos. Fazer um curso de astrologia (pode ser com o Fernando). Praticar yoga (isso inclui ter aquela flexibilidade e equilíbrio incríveis). Ter passaporte com carimbadas. Viajar para todos os continentes (pelo menos um paízito em cada, por favor!). Conseguir um espaço no campo. Ter um lugar para viver bem. Ser/Ter paz. Ter pelo menos 1 amigo(a) de confiança. Sabedoria, sabedoria, sabedoria. Conhecer o Rio de Janeiro. Passar umas férias no Rio Grande do Sul. Ter contato com alguma pessoa da escola/colégio. Ligar pra alguém especial toda semana. Conhecer alguém muito aventureiro. Fazer um álbum de fotos (se possível, tiradas por mim). Saber pelo menos uma língua fluentemente. Ser responsável. Frequentar pelo menos um centro de caridade a cada 2 semanas. Separar o lixo e levar para reciclar. Visitar meus irmãos com frequência. Ir uma vez em todo mês para algum lugar afastado das grandes cidades. Doar roupas e acessórios que eu não uso mais. Ter/Ser criativa. Escrever um conto, uns poemas e quem sabe, um livro. Ter uma prateleira com meus livros preferidos. Saber de história (Nessa o Fer me ajuda). Estar com alguém que amo (se não tiver, por favor, vá embora). Conhecer alguém como: Flavia Melissa ou Luana Ferreira. Reconhecer eu mesma. Estar independente de bens materiais e sentimentais. (Tenho tempo para apagar, acrescentar ou mudar algum detalhe) Sabendo que tudo pode mudar, vários rumos eu posso tomar, declaro que são só vontades, projeções... Aceito o que vier daqui pra frente e acima de tudo peço para sempre ter isso em mente e ter discernimento quando for pra ter. Onde quer que eu esteja e o que for que aconteça, tenho possibilidade de recomeçar. E ainda, acima de tudo, vou me conhecer profundamente e vou ao rumo da melhora de cada dia. Sinto muito. Me perdoe. Te amo. Sou grata.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Domingo

Cinco minutos para domingo. 17/01/2015.
É, o tempo voa.
Tenho me sentido tão exausta, tão mal e ao mesmo tempo sempre tenho de onde tirar bons pensamentos para continuar otimista.
Nessas últimas férias pós-colegial (uhu, acabei), uma série de coisas surgem para incomodar.
Ser babá, não ter tempo na semana feira pra sair com o Fer, não poder ir caminhar, ver meus amigos a hora que eu quiser... mas por que seria diferente dos outros anos, né? Meus pensamentos podem atrair aquilo que quero, mas da mesma maneira, pensamentos de outras pessoas podem interferir.
Não obstante, um conflito interno me absolve: resultados dos vestibulares.
1- não fui bem no enem como eu esperava
2- eu devia ter ido muito melhor (onde foi que errei?), teria sido uma auto-sabotagem da minha gloriosa lua em escorpião? Os deuses queiram que isso não continue - se foi.
3- ansiedade, ou melhor, ainda estado de medo da nota da UNESP ou USP - mas me sinto grata e eternamente confiante.

Com tudo isso acontecendo dentro de mim + família + companheiro + tudo ... tá difícil.
Tenho que me manter bem aonde quer que eu vá. Não apenas pelos que amo e que estão segurando a barra que é não conseguir controlar os sentimentos mas, sobretudo, por mim mesma.
Que adianta eu não me amar, não me cuidar - nem sempre sempre me adorar (risos) - e querer fazer isso pro outro? É foco, força e fé nessas horas... que os deuses mais poderosos e menos poderosos estejam comigo. Om bhur bhuva swavah!
Amanhã iremos pra uma cachoeira em Joanópolis, ô vontade de levar o Fernando na mala!!! Da próxima vamos pra um hotel lá e que tem várias atividades de yoga. E por falar em yoga, comprei uma blusa bonita com uma estampa dessa arte com o corpo que é tão maravilhosa e tem me ajudado muito.
Aliás, queria agradecer essa vida pelos bons momentos.
Agradeço a tia Cláudia. O café. O ônibus. O pão de queijo. A roupa. Os sorrisos. As pessoas inconvenientes. O cartão sem senha. A Ana. O biquine da Ana. O gelado de chocolate. O ônibus. A moça. Minha chará. O olhar. O sorriso. A mensagem. O desejo. O bem estar. A fila. A dor. O sono. A fome. A saudade.
Quanta coisinha boa e ruim em um só dia, o tempo passa, os sonhos também e  a gente mal percebe.
Que amanhã reine paz e segurança - apesar do meu humor.
Namaste _/\_

Pra terminar, poema de Pablo Neruda, citado no maravilhosíssimo filme "Patch Adams - o amor é contagioso" :

"A dança"

"Não te amo como se fosses a rosa de sal, topázio
Ou flechas de cravos que propagam o fogo:
Te amo como se amam certas coisas obscuras,
Secretamente, entre a sombra e a alma.
Te amo como a planta que não floresce e leva
Dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
E graças a teu amor vive escuro em meu corpo
O apertado aroma que ascendeu da terra.
Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
Te amo assim diretamente sem problemas nem orgulho:
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
Senão assim deste modo que não sou nem és,
Tão perto que tua mão sobre o meu peito é minha,
Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.
Antes de amar-te, amor, nada era meu:
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se dependiam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado, decaído,
Tudo era inalianavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono."

Te amo, Fernando Reis.